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DEFESA DE DIREITOS

COLETIVO REPRESENTANTE CULTURA DIGITAL NO COMITÊ ESTADUAL DA LEI ALDIR BLANC 1
Link: https://leialdirblanc.pa.gov.br/downloads/Lista_comite%CC%82_eleito.pdf  
Data: 01/09/2020

COLETIVO REPRESENTANTE CULTURA DIGITAL NO COMITÊ ESTADUAL DA LEI PAULO GUSTAVO
Link: https://www.secult.pa.gov.br/midias/anexos/38_representantes_doe_lpg.pdf  
Data: 06/01/2023

REPRESENTANTE DO SETOR DE ARTES DIGITAIS NO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DE BELÉM (TASELADO)
Link: https://decide.belem.pa.gov.br/processes/espacos-participacao-cidada/f/18/posts/65  
Data: 14/09/2021

 

ATIVIDADES DE DEFESA DE DIREITOS CULTURAIS E AMBIENTAIS

 

DIÁLOGOS AMAZÔNICOS: HACKEANDO A CRISE CLIMÁTICA
Evento realizado pelo lablivre no DIA 04 DE AGOSTO na UFPA. Dentro da programação de eventos auto gestionados dos Dialogos Amazônicos.
Resgata o debate da crise climática a partir das periferias da Amazônia urbana
Agosto de 2023
Link: https://www.instagram.com/p/CvbJoh9rOjE/  

Prêmio Periferia Viva - Classificado
Link:  https://www.gov.br/cidades/pt-br/premioperiferiaviva/portaria-1385-premio-periferia.pdf 
Data: 30/10/2023

ENCONTRO AMAZÔNICO DE POLÍTICAS CULTURAIS
Data: Novembro 2022
Link: https://www.instagram.com/p/ClfRDy5NDcw  

Plataforma de educação sobre patrimônio cultural de Belém - EducAR
LINK: http://lablivre.org/educar/ 

• Tema: Curso online gratuito sobre editais culturais
◦ Link: http://lablivre.org/lablivre/index.php/cursos/oficina-projetos-editais.html  
◦ Resumo: Oficina online gratuita criada com apoio da Casa de Cultura de Canaã

• Tema: Curso online gratuito sobre cultura e cidadania digital
◦ Link: http://lablivre.org/lablivre/index.php/cursos/cidadania-digital.html 
◦ Resumo: Oficina online gratuita

• Tema: Grupo Zap difusão cultural ParaCult (255 participantes)
◦ Link: https://chat.whatsapp.com/HJGDgBpbXAQ8NiJpb43q9T  
◦ Resumo: Grupo de difusão de editais de fomento, orientação de projetos para área cultural e mobilização social

• Tema: Canal 1 Zap de difusão cultural ParaCult (227 participantes)
◦ Link:  https://chat.whatsapp.com/K8vhwov4JPpAhvparllOAT  
◦ Resumo: Grupo de difusão de editais de fomento, orientação de projetos para área cultural e mobilização social

• Tema: Canal 2 Zap de difusão cultural ParaCult (130 participantes)
◦ Link: https://chat.whatsapp.com/EFku3fMGOCN1sfrvVMxcfJ  
◦ Resumo: Grupo de difusão de editais de fomento, orientação de projetos para área cultural e mobilização social

• Tema: Oficina de desenvolvimento de aplicativos culturais indígenas (empoderamento digital indigena)
◦ Link: https://m.apkpure.com/br/gepi-ind%C3%ADgena/mobi.universo.android.u1099009  
◦ Resumo: Oficina para criação de aplicativo sobre cultural indígena

• Tema: Criação de repositório digital sobre o Círio de Nazaré (Patrimônio cultural imaterial)
◦ Link: http://casaraodememorias.blogspot.com/2014/11/biblioteca-do-cirio-conheca-biblioteca.html  
◦ Resumo: Repositório de imagens, cartazes, vídeos, textos, teses e livros sobre o Círio de Nazaré

 

 

• Tema: Experiências urbanas, inclusão internacional e tecnologias de realidade aumentada. IBICT / UFPA / UFSCAR.
◦ Link: http://www.ibict.br/sala-de-imprensa/noticias/item/1498-ibict-participa-da-12-oficina-de-inclusao-digital  
◦ Resumo: Apresentação dos resultados sobre pesquisa de realidade aumentada no centro histórico de Belém

• Tema: Democratizando tecnologia. Evento: Democratização de Tecnologias.
◦ Link: http://pctguama.org.br/?p=1995&lang=pt  
◦ Resumo: Debate sobre democratização das tecnologias de informação e comunicação

• Tema: Hackeando rios. Evento: Hackeando Rios.
◦ Link: http://pctguama.org.br/?p=2209&lang=pt  
◦ Debate sobre os projetos de laboratórios de inovação hacker na Amazônia

 

• Tema: Protegendo o patrimônio cultural com software livre.
◦ Link: https://bacana.news/curro-velho-realiza-oficina-sobre-a-protecao-do-patrimonio-cultural-com-o-software-livre/   
◦ Resumo: trocar experiências e práticas sobre os conceitos de patrimônio cultural e de cultura hacker, e de como eles se articulam como ferramentas para divulgar e proteger o patrimônio cultural. 2020

 

RECONHECIMENTOS E DESTAQUES
Desafio de inovação na política eleições + justas REDELab. Premiado.
Prêmio SEIVA de produção e difusão artística. Premiado.
Edital Aplicativos culturais do Ministério da Cultura. Premiado.
Edital Pontos e pontões de cultura. Lei Aldir Blanc 1. Membro Premiado. Data: 01/12/2020 Link: https://leialdirblanc.pa.gov.br/downloads/Pontos_e_Pontoes_publica%C3%A7%C3%A3o_OK_Final.pdf
Edital Cultura digital. Lei Aldir Blanc 1. Membro premiado. Data:10/02/2021 Link: https://institutoagata.com.br/LEI/EDITAL%20CULTURA%20DIGITAL_RESULTADO%20FINAL.pdf 
Edital Abraçando os pontos de cultura do Pará. Coletivo Premiado. Data: 30/07/2020 Link: https://apm.mus.br/web/download/Resultado_APCP.pdf
Selecionado para 14ª. Oficina de Inclusão Digital e Participação Social. Data: 09/10/2023

Bolsa de participação Hackfest 2018
data do reconhecimento ago. de 2018 órgão emissor do reconhecimento Ministério público da Paraíba - MPPB
descrição do reconhecimento Bolsa de inscrição, passagens e diárias para participar do Hackfest 2018
LINK: https://youtu.be/ZQ8W5btk8pQ?t=80 

SIMVIDA selecionado para o I Encontro do Laboratório de Participação e Inovação para redução de homicídios
data do reconhecimento out. de 2015 órgão emissor do reconhecimento LabPI - Ministério da Justiça
descrição do reconhecimento Projeto de combate ao trabalho precário e infantil, SIMVIDA foi selecionado para o I Encontro do Laboratório de Participação e Inovação para redução de homicídios pelo LabPI do Ministério da Justiça, apenas 10 projetos foram selecionados em todo Brasil.
LINK: https://www.sitedaseguranca.com.br/2015/10/23/mj-seleciona-projetos-de-tecnologia-da-informacao-para-uso-em-seguranca-publica/ 

SIMVIDA vencedor Prêmio nacional de comunicação e justiça - Inovação
data do reconhecimento jun. de 2015 órgão emissor do reconhecimento CONBRASCOM
descrição do reconhecimento Vencedor na categoria inovação com o SIMVIDA desenvolvido para o Tribunal Regional do Trabalho da 8 Região. Tanto no Júri oficial quanto no voto popular.
Link: http://fncj.org.br/2015/05/454/ 
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=FxUYPduhggk 

SIMVIDA vencedor Prêmio nacional de comunicação e justiça - Júri popular
data do reconhecimento jun. de 2015 órgão emissor do reconhecimento CONBRASCOM
descrição do reconhecimento Vencedor na categoria júri popular com o SIMVIDA desenvolvido para o Tribunal Regional do Trabalho da 8 Região. Tanto no Júri oficial quanto no voto popular.
Link: http://fncj.org.br/2015/05/454/
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=FxUYPduhggk 

Lablivre receber a Medalha Jus et Labor Grau Cavaleiro
data do reconhecimento set. de 2014 órgão emissor do reconhecimento Tribunal Regional do Trabalho da 8 Região
descrição do reconhecimento Por relevantes serviços prestados ao Brasil e a Justiça do Trabalho. Desenvolvimento do Sistema de mapas virtuais sobre acidentes de trabalho - SIMVIDA
Fotos: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10201864376045939.1073741845.1679314127&type=3 

 

Avaliação do Usuário

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O debate sobre feminicídio no Brasil não pode se limitar apenas à leitura dos dados estatísticos, por mais graves e indispensáveis que eles sejam. É preciso olhar também para algo mais profundo: a existência de um ecossistema econômico, tecnológico e comunicacional que transforma a violência contra as mulheres em fonte de lucro. Não se trata apenas de um problema de conteúdo isolado, de casos individuais ou de “falhas” pontuais das plataformas. Trata-se de um modelo de negócio.

Na área de inteligência artificial, redes sociais, aplicativos e plataformas digitais, há hoje uma engrenagem que monetiza o ódio, a humilhação, a objetificação e a violência simbólica e material contra mulheres. Isso aparece de forma mais visível no audiovisual, mas não se resume a ele. Há aplicativos e ferramentas de IA capazes de manipular imagens de mulheres e crianças, gerar pornografia falsa, criar vídeos em poucos segundos e distribuir esse material com enorme facilidade. Em paralelo, existem também sistemas voltados à criação de narrativas misóginas, que colocam mulheres empoderadas ou em posições de liderança como vilãs, alimentando ressentimento, hostilidade e discursos de ódio.

Esse processo não beneficia apenas os criadores de conteúdo. Ele gera lucro para influenciadores, plataformas, operadoras de telefonia e internet, anunciantes e desenvolvedores de aplicativos. Ou seja: a violência circula porque move uma cadeia econômica. Por isso, é importante afirmar com nitidez que muitas dessas dinâmicas não são “erros” do sistema. Elas são parte de uma lógica de rentabilidade.

Relatório de Análise Institucional e Tecnológica: TRT8 no Combate ao Trabalho Infantil Urbano e a Ferramenta SimVida

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O presente relatório técnico-científico oferece uma análise exaustiva sobre a correlação estratégica entre o aplicativo "SimVida", desenvolvido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), e as políticas públicas de erradicação do trabalho infantil, com ênfase específica na modalidade de comércio ambulante realizado por crianças e adolescentes em transportes coletivos (ônibus) na Região Metropolitana de Belém.

A investigação demonstra que o SimVida não operou como uma ferramenta isolada de tecnologia da informação, mas sim como o eixo digital de uma ampla campanha de mobilização social denominada "Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil". A análise dos dados e documentos institucionais revela um ecossistema complexo onde a tecnologia serviu para "capilarizar" a fiscalização do Estado, transformando o passageiro do transporte público em um agente ativo de vigilância e proteção social. O documento explora a arquitetura do aplicativo, a sociologia do trabalho infantil urbano na Amazônia, as parcerias interinstitucionais (MPT, Setransbel, UFPA) e a evolução histórica das ferramentas digitais do TRT8, culminando na transição para o sistema "Super Catavento".

  1. Introdução: A Revolução Digital na Justiça do Trabalho da Amazônia

1.1 O Cenário Geopolítico e Jurisdicional do TRT8

A atuação do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) abrange uma das áreas mais complexas do território nacional, compreendendo os estados do Pará e Amapá. Esta jurisdição é marcada por desafios logísticos imensos, onde a presença física do Estado é frequentemente diluída pela vastidão geográfica e pelas dificuldades de acesso. No entanto, paradoxalmente, os centros urbanos dessa região, como Belém e Macapá, apresentam densidades demográficas elevadas e bolsões de pobreza que propiciam a proliferação da informalidade laboral e, consequentemente, do trabalho infantil.1

O Ecossistema SIMVIDA e a Transformação Digital na Segurança do Trabalho no TRT8

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O Ecossistema SIMVIDA e a Transformação Digital na Segurança do Trabalho no TRT8

  1. Introdução e Contextualização Estratégica

A Justiça do Trabalho no Brasil, historicamente caracterizada por sua capilaridade e volume processual, atravessou na última década um profundo processo de transformação digital. Este relatório dedica-se a examinar um capítulo específico e emblemático dessa trajetória na Região Norte: o desenvolvimento, implementação e subsequente descontinuidade do aplicativo SIMVIDA pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), que abrange os estados do Pará e Amapá.

O SIMVIDA não deve ser compreendido apenas como um software ou uma ferramenta isolada de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Ele representa, em sua essência, uma tentativa pioneira de alterar a lógica de atuação do judiciário trabalhista: transitar de uma postura reativa — aguardando a judicialização do conflito após a ocorrência do acidente ou dano — para uma postura proativa e preventiva, fundamentada na inteligência de dados e na participação cidadã.1

Inserido no escopo do Programa Trabalho Seguro (Programa Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho), o projeto refletiu as idiossincrasias e desafios da região amazônica. A vasta extensão territorial do TRT8, combinada com a dificuldade de acesso a frentes de trabalho remotas (garimpos, grandes obras de infraestrutura, latifúndios), exigia soluções que descentralizassem a capacidade de fiscalização. O aplicativo surgiu, portanto, como uma resposta tecnológica a um gargalo logístico e institucional: a impossibilidade de o Estado estar onipresente em todos os locais de trabalho.3

Este documento analisa o ciclo de vida completo da solução, desde sua gênese em parceria com a academia (Universidade Federal do Pará - UFPA) em 2015/2016, passando pelo seu apogeu e reconhecimento nacional, até sua retirada do portfólio de serviços em 2019. A análise busca extrair lições sobre inovação no setor público, governança de dados interinstitucional e a sustentabilidade de projetos de "civic tech" (tecnologia cívica) no âmbito do Poder Judiciário.

  1. O Programa Trabalho Seguro e a Gênese do Projeto

2.1. O Mandato Institucional

O Programa Trabalho Seguro, instituído pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), estabeleceu-se como uma política pública judiciária voltada à promoção da saúde do trabalhador e à redução dos índices de acidentalidade. Diferente da função jurisdicional clássica (julgar processos), o programa possui um viés administrativo e pedagógico.1

No âmbito do TRT8, a execução deste programa demandava inovações que superassem as campanhas tradicionais de conscientização (seminários, cartilhas). Em julho de 2015, sob a coordenação regional do Desembargador Walter Paro — que posteriormente assumiria a Corregedoria Regional — o tribunal identificou a necessidade de uma ferramenta que permitisse o mapeamento em tempo real das condições de risco. A premissa era clara: para prevenir, é necessário primeiro conhecer onde o risco reside antes que ele se concretize em acidente.2

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Algo profundamente marcante para nós, amazônidas, durante esta COP30 foi o racismo, a xenofobia e o colonialismo explícito com que parte expressiva do Sudeste — com honrosas exceções — tratou o povo do Norte e a nossa cidade de Belém. Não é novidade para ninguém que a Amazônia carrega desafios gigantescos, especialmente nas áreas social, urbana e ambiental. Reconhecendo exatamente isso, bilhões de reais foram investidos para diminuir desigualdades históricas e inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento. Ainda assim, nenhuma das nossas dificuldades justifica o tom de violência simbólica com que mídias, jornalistas, políticos, influenciadores, bots e pessoas comuns — todas operando graus variados de fascismo cotidiano — falaram sobre nós.

Uma coisa é a crítica justa, necessária e legítima às condições do país ou aos problemas reais da região. Outra, completamente diferente, foi o massacre midiático disfarçado de jornalismo ou opinião, quando na verdade se tratava de uma campanha sistemática de deslegitimação da COP30 e de destruição da imagem de uma cidade, de um povo e de uma cultura. Tentaram, mas não deu certo.

Apesar das provocações, do oportunismo de grupos políticos que flertaram com tumultos logo no início da Blue Zone, ou do incêndio acidental no encerramento, e mesmo reconhecendo que o maior problema ambiental do planeta é o capitalismo predatório, o evento foi um sucesso — e um sucesso especialmente para Belém.

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